domingo, 15 de junho de 2008

Narrativas Organizacionais(II)

Mensagem postada no fórum do pólo-RJ da SBGC em 12.06.2008, ainda sobre a reunião do pólo,com o debate O papel dos contadores de história na sociedade e sua correspondência com o ambiente organizacional tendo como moderador /motivador o contador de histórias Francisco Gregório Filho:


Prezados

A inovação é hoje facilmente percebida como elemento-chave para sobrevivência das organizações. Como disse Ikujiro Nonaka “numa economia em que a única certeza é a incerteza” e “ a única fonte de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento... as empresas de sucesso são aquelas aquelas que criam sistematicamente novos conhecimentos”.

Por isso, muitos se perguntam: Por que perder tempo tentando entender como as narrativas podem ajudar as organizações?

Gostaria de aproveitar esse fórum para chamar atenção para um trecho de um artigo de Michael Tushman e David Nadler, Organizando-se para a inovação, de 1997, onde aqueles autores dizem:

A história organizacional exerce alto impacto sobre a inovação de hoje. Crises importantes, eventos, executivos anteriores, mitos organizacionais e heróis, todos eles moldam e restringem o comportamento vigente. Organizações altamente estáveis podem não ter uma tradição ou precedentes que promovam a inovação. Por exemplo, tanto a AT&T quanto a General Radio tinham orgulhosas histórias de 75 anos de vida que celebravam o papel dos engenheiros e minimizavam a relevância do marketing. Para essas empresas se tornarem inovadoras , a gerência teve de criar novos heróis, novas visões e novas histórias.
A liderança executiva pode lançar mão dos aspectos inovadores da história da organização e construir novas histórias, mitos e heróis compatíveis com as condições competitivas vigentes...


Forte abraço

Fernando Goldman

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